[cine] Grandes Figurinos – Parte VI

Barbarella (Roger Vadim, 1968) nasceu cult. Se o roteiro tem lá seu quê de duvidoso, ninguém pode reclamar da estética criada pelo diretor de arte Jean-Claude Forest, autor dos quadrinhos de onde saiu a personagem-título.

Os figurinos futuristas de Jacques Fonteray, recheados de muito vinil, transparências, decotes e peles contribuíram enormemente para a construção da imagem de sex symbol que Jane Fonda ganhou com este filme.

A crítica de Marcellus Schnell, do site Pin Me Up, descreve bem a apoteose causada por Barbarella, na época:

A abertura de “Barbarella” é um dos momentos mais enfeitiçados que já criaram para o cinema e, certamente, o strip-tease mais original e fascinante já imaginado… uma figura paira no ar de um cenário futurista em gravidade zero, mistura de espaçonave e boite psicodélica, enquanto vai se despindo de seu traje espacial, revelando, aos poucos, pernas, braços, tudo!!! da heroína terráquea em missão especial… O close-up no capacete, à medida em que a superfície espelhada vai sendo descortinada, deixando ver lentamente o rosto da enigmática personagem é puro fetiche… olhos, nariz, boca… voilá!!! BARBARELLA!!!

Cenários exuberantes de puro psicodelismo kitsch, figurinos absurdos, personagens inacreditáveis, trilha sonora lounge maravilhosa assinada por Bob Crewe… e Jane Fonda possuída pelo espírito de Vênus…

Um pouquinho de cultura inútil: o nome da banda Duran Duran foi retirado de um personagem deste filme, em torno do qual gira toda a trama.


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